A roupa da vez
Era sexta-feira. Na saída da escola todas as colegas comentavam da festa daquela noite.Para Anita, já estava tudo arranjado: ingresso na mão e carona combinada. Só faltava um detalhe: a roupa. Não que ela não tivesse roupa de festa, mas todas já haviam sido usadas outras vezes e nada parecia bom o suficiente para aquela noite. Afinal, o gatinho que ela estava a meses afim estaria lá e ela precisava estar impecável.
Saiu da escola e foi direto ao shopping com a intenção de encontrar o vestido perfeito. Achou e se encantou. Experimentou e se sentiu poderosa. O desejo de possuí-lo era tão grande que não se importou se o preço era um pouco acima do esperado. Ligou pra sua mãe, explicou a situação, mas ela não concordou com a compra, pois já tinha comprado outras roupas para ela recentemente. O que fazer? Pensou e resolveu pedir à mãe para comprar no cartão que ela pagaria com sua mesada. A mãe concordou, garantindo que iria descontar mesmo. Isso significaria que Anita ia ficar alguns meses sem dinheiro para um cinema, um lanche com as amigas e outros programas que gostava de fazer. Mesmo assim, esperou a mãe chegar e comprou. Levou ainda o par de sapatos que a vendedora tanto insistiu. Afinal, a noite seria mesmo importante.
Correu para casa, tomou um banho rápido e, animada, começou a se produzir. Unha feita, maquiagem e cabelo arrumados, tudo para mostrar o seu valor. Era isso, estava pronta. Chegando lá, uma grande surpresa: como a festa era em julho, estava tocando forró e todas as meninas estavam de roupa simples e sandália rasteirinha. Ela, com seu salto e vestido arrumado, se sentiu ridícula.
Texto produzido por Luiza Saad e Maira Figueira, no contexto do projeto: “Relação Universidade-Escola: Ampliando
Abordagens no ensino de Ciências a partir da Educação Ambiental”.
Saiu da escola e foi direto ao shopping com a intenção de encontrar o vestido perfeito. Achou e se encantou. Experimentou e se sentiu poderosa. O desejo de possuí-lo era tão grande que não se importou se o preço era um pouco acima do esperado. Ligou pra sua mãe, explicou a situação, mas ela não concordou com a compra, pois já tinha comprado outras roupas para ela recentemente. O que fazer? Pensou e resolveu pedir à mãe para comprar no cartão que ela pagaria com sua mesada. A mãe concordou, garantindo que iria descontar mesmo. Isso significaria que Anita ia ficar alguns meses sem dinheiro para um cinema, um lanche com as amigas e outros programas que gostava de fazer. Mesmo assim, esperou a mãe chegar e comprou. Levou ainda o par de sapatos que a vendedora tanto insistiu. Afinal, a noite seria mesmo importante.
Correu para casa, tomou um banho rápido e, animada, começou a se produzir. Unha feita, maquiagem e cabelo arrumados, tudo para mostrar o seu valor. Era isso, estava pronta. Chegando lá, uma grande surpresa: como a festa era em julho, estava tocando forró e todas as meninas estavam de roupa simples e sandália rasteirinha. Ela, com seu salto e vestido arrumado, se sentiu ridícula.
Texto produzido por Luiza Saad e Maira Figueira, no contexto do projeto: “Relação Universidade-Escola: Ampliando
Abordagens no ensino de Ciências a partir da Educação Ambiental”.
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